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Cem milhões de brasileiros são sedentários: é hora de combater esse mal

24/10/2017

Cardiologista comenta pesquisa e diz que é preciso esforço conjunto de familiares e profissionais para iniciar gosto pelo esporte nas crianças, já que benefícios ocorrem em qualquer idade.

Temos escrito há muito tempo sobre os riscos de uma vida sedentária para a saúde, e neste mês de maio saiu a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE com dados sobre os hábitos de vida do brasileiro. O resultado foi alarmante: 100 milhões de brasileiros são sedentários, um verdadeiro desastre epidemiológico.

Apesar de não ser surpresa para a medicina devemos incrementar a campanha para tirar a população da terrível e prejudicial vida sedentária, pouco se faz de efetivo. Do governo e das empresas nada foi detectado de efetivo nesta pesquisa para estimular o ser ativo. 

Todos os que curtem o esporte, sejam profissionais da saúde ou praticantes, devem agir. Várias pesquisas mostram os benefícios para a saúde e para a longevidade dos hábitos de vida ativa em qualquer idade. Mesmo se iniciada com idades avançadas, há benefícios que chegam a mais de 30% para diminuição das doenças cardiovasculares quando comparados com os indivíduos sedentários. O que mais surpreende é que os bem idosos, pessoas na faixa dos 88 a 93 anos também se beneficiaram da simples caminhada de 2500 metros por dia.

 A conclusão que chegamos é que devemos copiar as campanhas de combate ao tabagismo, iniciar o gosto pelo esporte já nas crianças, e, lógico, ter a companhia dos pais e superar as limitações que vemos nos adultos e mais idosos.

Essa pesquisa PNAD 2017 encontrou adolescentes sem nenhuma vontade de praticar esportes. As dificuldades de ao menos praticar caminhadas nas calçadas esburacadas por risco de quedas e de assaltos, falta de dinheiro para frequentar clubes esportivos e até mesmo ir para academias onde os custos são mensais. As mais baratas não têm professores (profissionais) de educação física diplomados para orientar as atividades corretas sem provocar lesões que estão aumentando por essa causa.

Os convênios médicos não estimulam a prevenção cardiovascular e até de outras doenças degenerativas como o câncer, pelas atividades físicas como seria mais inteligente. Afinal, todas as recentes pesquisas, cientificamente validadas pelo mundo afora, demonstram que a prática de atividades físicas regulares, de intensidade moderada a intensa, leva a uma vida longa mais saudável, com menos internações e menos ausências ao trabalho, fatos estes, que além de diminuir custos dos tratamentos médicos, diminuem também as perdas econômicas como o auxílio doença.

Mãos à obra, vamos nos tornar ativos regulares, puxar familiares para essa finalidade e também os amigos. Correr em grupo aumenta a segurança e traz ânimo para continuar. A saúde agradece.

TV Leão

 

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